Miley C. – Entrevista para a Prestige

Mesmo depois de tantos anos, você é uma garota da Califórnia do Sul atualmente?

Eu não sou uma grande fã de LA, pra ser honesto. Eu adoro que posso trabalhar aqui e viver em casa (Tennesse), eu adoro isso mesmo. As pessoas perdem muito na vida na Califórnia e isso me deixa triste. Então eu quero ter essa realidade e voltar pra casa às vezes. Todo mundo, em LA, é tão ocupado e todo mundo está tentando ser melhor que os outros, todos tem tanta coisa acontecendo. A vida em Nashville é tão descontraída e as pessoas amam cada segundo da vida que tem.
Você sente falta de Hannah Montana?

Não (risos). Sinto falta da rotina em família, mas não de toda a rotina. Eu estava cansada de fazer sempre a mesma coisa, todos os dias. É mais fácil não ser um reality show e sim viver a minha vida um pouco e fazer coisas que eu quero fazer, sem precisar voltar em determinado momento. Você não precisa se preocupar com a programação ou com o que os produtores vão pensar. Eu sou agradecida por ter feito parte daquele Show mas mesmo assim, sempre digo à minha irmãzinha, Noah de 11, que quer atuar: “Apenas espera, cara”. Porque do jeito que você é agora e o jeito que você será quando ter a minha idade são diferentes. Não se coloque em uma situação em que as pessoas pensaram em você como um todo. Você vai mudar muita coisa. Isso vai interferir no seu crescimento se você não for forte o suficiente e não ter certeza de quem você realmente é. Estou feliz por não ser mais um personagem e sim, eu mesma.


Durante Hannah Montana, você já tinha pensado em ser como Miley Stewart, uma estudante comum e Hannah?

Houve tempos que eu realmente achava que seria incrível. Existem algumas artistas que podem fazer isso – pessoas que tem uma personalidade no palco e outra na vida pessoal, e é isso que eu faço agora. Mas algumas vezes em Hannah Montana, eu realmente queria isso. 

Que coisas você teria feito se pudesse ter essa vida secreta?

As pessoas perdem o respeito pelo ser humano quando descobrem que é famoso, porque você nunca experimentou isso. Eu estou com meu namorado, por exemplo, andando por aí. Tenho certeza de que não há ninguém tirando fotos, registrando isso. Ninguém estava lá. Mas no outro dia, “Miley Cyrus Alerta”. Ela foi vista com um fã em público, eles estavam se abraçando e tudo mais e você fica como “Mas que diabos é isso? Eu não vi ninguém tirando fotos naquele dia”. E acho que é isso que eu iria gostar mais, apenas ser capaz de sair em público e não me sentir vigiada. Você sabe que, eu e meu pai lidamos tão bem com os fãs. Não tenho problema em tirar foto quando eles pedem mas quando eles não pedem, é bem estranho. 

A Gypsy Heart Tour aconteceu no começo desse ano e você passou por diversos lugares na América do Sul e na Austrália. Quando você está em Tour, você tem tempo de ser um turista comum?

Eu faço questão disso. Eu queria entrar em Tour, voltar pra estrada. Principalmente pra viajar, eu adoro viajar. Fiz isso para que nós pudéssemos ter um dia de concerto e dois dias para passear por aí. Eu adoro aproveitar os lugares. Foi engraçado – porque – em alguns lugares estava tão louco e eu não podia andar. Mas em outros, as pessoas foram bem respeitosas porque queriam que eu me divertisse no país. Existem lugares que eu realmente quero voltar pra aproveitar mais, porém de uma maneira mais incógnito. 

Quais pontos foram realmente marcantes na Tour?

Eu estou apaixonada pela Argentina. Eu não me importaria de ficar lá por algum tempo, sabe, porque eu me diverti muito lá. Nós saímos e foi só uma noite, mas foi ótimo, comemos e tudo mais, mas não como um pacote turístico. Fomos ver o que era divertido e atender a população de lá. E também tem o hotel. Era tão lindo. A Austrália também foi um dos meus favoritos. Meu namorado é australiano e a partir de que você começa a se apresentar pra sua família e amigos era louco e divertido. Foi bem legal.

Você fez um show para uma grande platéia na Austrália, mais de 25,000 em vários lugares.

Mesmo que eu nunca tenha estado lá, meus álbuns sempre se sairão bem na Austrália. É um dos lugares em que meus álbuns e singles realmente explodem. E isso é ótimo quando seu namorado é de lá. Ele é como “oi, eu vim desse lugar” e isso é impressionante. 

Você está se dedicando aos filmes. Fale-nos mais sobre So Undercover e sobre LOL: Laughing Out Loud.

Há coisas que eu faço pra mim, e outras coisas que eu faço para os fãs. E So Undercover eu fiz para os fãs. É uma comédia para 13-14-15 anos e é o tipo de coisa que eles viam no meu Show. LOL também é para essa faixa mas nós fizemos de uma forma mais independente. É mais parecido com a realidade. É uma história muito legal sobre uma mãe e uma filha e a menina está se tornando uma adolescente e a mãe está passando por uma crise de meia idade e também sobre como elas passam por várias coisas parecidas. É engraçado como a vida é repleta de obras assim.

Será que Demi Moore fez uma boa mãe?

Ela foi uma mãe maravilhosa. Ela foi muito parecida de como ela realmente é com suas próprias filhas. Ela é tão incrível. Ela tem estado nesse meio desde que ela tinha minha idade e ela passou por uma tonelada de coisas. Ela tem o tempo dela, cuidando dos filhos dela também e isso mostra que dá pra continuar nessa indústria e ter uma vida pessoal. Todo dia eu aprendia com ela. Espero que eu possa fazer o que ela fez no futuro.

Você não tem outros filmes fixos, né?

Estou no meio de idas e vindas de dois filmes e só estou tentando descobrir o que quero realmente fazer. Agora eu quero focar o tipo de filme que eu correria pra ver. Alguns filmes tem sido trazidos pra mim e tem coisas bem interessantes mas nada definitivo. Eu só quero trabalhar em um bom plano de jogo. Ou seja, ficarei fora quando eu estiver, por exemplo, indo pra casa. Até o fim do ano, eu estarei trabalhando em algo novo. 

Você quer fazer dramas sérios?

Os filmes que eu assisto são os filmes que eu gostaria de fazer … Eu tenho um tipo de humor negro, muito seco e eu adoraria de fazer mais comédias. Mas não comédias que as pessoas são acostumadas a ver. Algo mais seco, algo que te faça rir mas que também tenha drama. Quando você é um personagem novo, você precisa ter certeza que deseja abrir uma parte de si mesmo e explorar novas coisas. Então, eu não estou trabalhando numa comédia e sim em algo mais escuro. 

Eu tenho duas filhas adolescentes, seis anos de diferença. Ambas acompanham sua carreira depois de Hannah Montana. Isso diz que você atinge uma base de várias idades, certo?

As pessoas têm opiniões muito diferentes sobre mim. Ou eu sou um grande modelo ou eu sou completamente inapropriada para menores de treze anos e polêmica. Eu não sei como eu virei isso. Tinha esse artigo na revista e eu estava na matéria de “garotas boas que viraram más” e eu fiquei meio “o que é isso, cara?” porque eu não consegui entender. Eu fico em casa praticamente todos os dias. Eu não saio. Eu tive o mesmo namorado por dois anos. Então são opiniões totalmente diferentes.

Eu acho que aqueles que acham que eu sou um modelo… É porque eu sou muito verdadeira. Se eles dizem que nunca tentaram isso ou experimentaram isso, eles provavelmente estão mentindo. E eu nunca farei isso porque eu, pessoalmente, não posso… Sempre pode haver uma prova na internet. É estranho, dois extremos completamente diferentes. Eu não sou uma moça louca de 18 anos que chegou ao fundo do poço, porque isso realmente não existe. Eu só estou tentando ser real. Todo 18-anos-de-idade tenta explorar sua sexualidade e as experiências, as coisas da vida. Pra mim, não devemos mudar isso.Você tem que ser verdadeiro consigo mesmo. Joan Jett veio na minha vida durante todo o ano passado e ela me ensinou tanto sobre isso. Sobre o sexy, sobre as drogas e essas coisas. “Como ousa dizer que uma mulher disse isso, como ousa dizer que uma menina admitiu isso”. Quando todas as garotas faziam as mesmas coisas que ela, ela tomou coragem pra subir no palco e cantar isso.
Meu último álbum, Can’t Be Tamed foi uma declaração para as mulheres desse tipo de toda a parte. A música ‘Liberty Walk’ eu escrevi sobre isso, sobre o abuso e as mulheres, a pressão que nos coloca pra baixo. Acho que foi esse último álbum que fez os fãs mais velhos me seguirem. Quem eu sou agora é muito diferente de quem eu era com 11 anos. Eu tive que crescer muito rápido. Quando você vive em LA, você vê tanto. Você está exposto à muitas pessoas que nos outros lugares. Isso é só Los Angeles, especialmente no show business.
Existe alguma coisa que o público não sabe sobre você que os deixaria surpresos? 

Acho que as pessoas que me conhecem de verdade, especialmente aquelas que conhecem o meu espaço – é estranho me descrever assim, sabem que meu tipo de vida é bem simples. Eu estou direta já, obviamente, eu sempre fui assim mas minha vida é realmente muito leve e suave. E eu gosto de sair andando. Eu acho que se o público andar aonde eu moro, eles podem perceber que a percepção de como eu sou e de quem eu realmente sou é diferente. Meu pai é americano nativo então eu gasto 90% do meu tempo, fora, em caminhadas. Esse é meu estilo de vida agora. A imprensa parece pensar que eu estou tentando fazer um grande negócio e me tornar uma garota má mas eu só estou tentando me conectar com a minha terra, descobrir quem eu sou e como eu sou, tentar entender mais do mundo. Eu não estou fazendo isso por mais ninguém além de mim. Eu tive essa conversa com minha mãe alguns dias atrás, sobre como encarar a vida de uma forma completamente diferente. Eu sou realmente muito abençoada mas em cada benção há uma maldição. Eu estou muito satisfeita com minha vida agora. Eu sou muito agradecida por tudo que eu tenho mas a carreira não é minha vida, não é minha prioridade. Eu só quero curtir minha vida, explorar a natureza e ser quem eu sou ao máximo.

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